{"id":1429,"date":"2020-10-14T18:45:32","date_gmt":"2020-10-14T21:45:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=1429"},"modified":"2020-10-14T18:45:32","modified_gmt":"2020-10-14T21:45:32","slug":"conheca-pros-e-contras-de-comprar-passagem-com-milhas-de-terceiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=1429","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a pr\u00f3s e contras de comprar passagem com milhas de terceiros"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\">Com a retomada das viagens, aos poucos come\u00e7am a surgir promo\u00e7\u00f5es de passagens em redes sociais. Entre as ofertas mais atrativas est\u00e3o aquelas de empresas que vendem bilhetes comprados com milhas de terceiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A ag\u00eancia paulistana Executiva com Desconto, por exemplo, anuncia em seu perfil no Instagram passagens de classe executiva para Houston (EUA) por US$ 999 (R$ 5.646) \u2013no site da companhia, o trajeto custa R$ 14.883.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Esse modelo n\u00e3o \u00e9 novo. A MaxMilhas, uma das maiores empresas do setor, est\u00e1 no mercado h\u00e1 sete anos. Por\u00e9m, vai contra o regulamento dos programas de fidelidade, que pro\u00edbem a venda de pontos e o compartilhamento de login e senha das contas, usados para resgatar as milhas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;A pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 legal ou ilegal, porque n\u00e3o h\u00e1 regula\u00e7\u00e3o sobre isso&#8221;, diz Victor Hanna, advogado do setor aeron\u00e1utico do escrit\u00f3rio Demarest.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Tahiana D&#8217;Egmont, diretora de marketing e s\u00f3cia da MaxMilhas, est\u00e1 claro que os pontos t\u00eam valor comercial: quanto mais cara uma passagem, maior sua pontua\u00e7\u00e3o, e os pr\u00f3prios programas de fidelidade vendem milhas aos seus clientes como forma de completar o saldo de pontos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Se voc\u00ea paga pelas milhas, elas s\u00e3o um bem. E tudo o que voc\u00ea compra \u00e9 seu, voc\u00ea tem direito de vender&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O entendimento da Justi\u00e7a sobre a venda da pontua\u00e7\u00e3o \u00e9 controverso, segundo Hanna. Por um lado, h\u00e1 decis\u00f5es que afirmam que, ao aceitar o regulamento dos programas de fidelidade, os clientes n\u00e3o devem vender seus pontos a terceiros, j\u00e1 que isso vai contra o contrato firmado entre empresa e consumidor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Se voc\u00ea se compromete a seguir o regulamento e depois diz que faz o que quiser, n\u00e3o me parece a coisa mais honesta do mundo, para a rela\u00e7\u00e3o entre cliente e empresa&#8221;, diz o advogado Guilherme Amaral, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio ASBZ.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Por outro lado, h\u00e1 ju\u00edzes que acreditam que os pontos s\u00e3o parte do patrim\u00f4nio do consumidor e podem ser vendidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Outro argumento para a defesa das vendas \u00e9 que o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor afirma que cl\u00e1usulas abusivas em contratos n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas, e a proibi\u00e7\u00e3o da venda pode ser entendida dessa forma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">De acordo com Amaral, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para os programas de fidelidade perceberem quando as milhas foram vendidas, j\u00e1 que a emiss\u00e3o de passagens para terceiros \u00e9 permitida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 limite de pessoas para as quais um usu\u00e1rio pode emitir passagens. No Smiles, plano da Gol, \u00e9 de 25 pessoas ao ano. No Latam Pass, da Latam, \u00e9 de 24. J\u00e1 o TudoAzul, da Azul, reduziu neste ano o limite de benefici\u00e1rios de 19 para 5, o que Hanna enxerga como uma tentativa de frear a venda de pontos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Segundo D&#8217;Egmont, o interesse em vender milhas aumentou na pandemia. O valor pago por essas milhas n\u00e3o \u00e9 fixo. A empresa define um pre\u00e7o m\u00ednimo e m\u00e1ximo, e, quanto menos o vendedor topar receber por suas milhas, mais r\u00e1pido elas ser\u00e3o usadas para comprar passagens e mais depressa ele receber\u00e1 o valor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Eloy da Fonseca, dono do site Mestre das Milhas, \u00e9 improv\u00e1vel que o valor pago por essas empresas pela pontua\u00e7\u00e3o compense a venda, mas a comercializa\u00e7\u00e3o pode valer a pena se os pontos estiverem prestes a expirar ou se foram adquiridos com um custo baixo, em promo\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ele defende a venda de milhas para pessoas conhecidas do cliente, como familiares e amigos, mas acredita que a comercializa\u00e7\u00e3o em massa, para empresas, causa a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos pontos nos programas de fidelidade, o que prejudica todos os usu\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m \u00e9 importante lembrar que passagens compradas com milhas n\u00e3o pontuam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;O fato de n\u00e3o acumular pontos deve pesar na decis\u00e3o de adquirir uma passagem, porque pontos s\u00e3o dinheiro&#8221;, diz Fonseca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Quem viaja sempre e compra por essas ag\u00eancias est\u00e1 abrindo m\u00e3o de um monte de benef\u00edcios, como sele\u00e7\u00e3o de assentos melhores, embarque priorit\u00e1rio e upgrade para classe executiva, que teriam um valor maior do que a diferen\u00e7a no pre\u00e7o da passagem.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os programas de fidelidade preveem san\u00e7\u00f5es contra os usu\u00e1rios que venderem suas milhas, caso isso seja descoberto. No Latam Pass, por exemplo, eles podem ser suspensos do programa por seis meses ou at\u00e9 expulsos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Outro resultado poss\u00edvel \u00e9 o cancelamento da passagem emitida com as milhas, o que afeta o passageiro que comprou o bilhete dessa maneira. D&#8217;Egmont, da MaxMilhas, afirma que esse tipo de problema n\u00e3o costuma ocorrer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A Abemf (associa\u00e7\u00e3o das empresas de fideliza\u00e7\u00e3o) ressalta que o compartilhamento de login e senha dos programas de fidelidade deixa os usu\u00e1rios sujeitos a fraudes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;J\u00e1 houve reclama\u00e7\u00f5es de clientes que tiveram pontos resgatados sem autoriza\u00e7\u00e3o e, nesses casos, o programa n\u00e3o se responsabiliza pela perda de saldo&#8221;, afirma Paulo Curro, diretor-executivo da entidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Amaral, h\u00e1, como em qualquer setor, empresas mais e menos s\u00e9rias na comercializa\u00e7\u00e3o de milhas, e \u00e9 importante que o modelo de neg\u00f3cio e suas implica\u00e7\u00f5es estejam claros para o consumidor.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a retomada das viagens, aos poucos come\u00e7am a surgir promo\u00e7\u00f5es de passagens em redes sociais. 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