{"id":1444,"date":"2020-10-19T10:20:22","date_gmt":"2020-10-19T13:20:22","guid":{"rendered":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=1444"},"modified":"2020-10-19T10:20:22","modified_gmt":"2020-10-19T13:20:22","slug":"socorro-de-r-6-bi-do-bndes-as-aereas-continua-travado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=1444","title":{"rendered":"Socorro de R$ 6 bi do BNDES \u00e0s a\u00e9reas continua travado"},"content":{"rendered":"<p>Mais de seis meses se passaram e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) ainda n\u00e3o liberou um centavo do pacote de R$ 6 bilh\u00f5es para as companhias a\u00e9reas. A proposta de financiamento, anunciada no fim de mar\u00e7o, \u00e9 considerada cara e de uso restrito. Os recursos n\u00e3o podem ser usados, por exemplo, para pagar d\u00edvidas ou comprar avi\u00f5es, exig\u00eancias que, para as a\u00e9reas, n\u00e3o fazem sentido.<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es demoraram tanto que as empresas a\u00e9reas Gol e Azul ajustaram despesas e formaram caixa suficiente para operar com folga at\u00e9 o ano que vem. A Latam tamb\u00e9m ganhou f\u00f4lego importante com a recupera\u00e7\u00e3o judicial nos Estados Unidos. Em dezembro termina o prazo para as empresas decidirem se tomar\u00e3o os recursos do pacote do BNDES, que tamb\u00e9m conta com participa\u00e7\u00e3o de bancos privados.<\/p>\n<p>O total previsto do empr\u00e9stimo \u00e9 da ordem de R$ 6 bilh\u00f5es, sendo R$ 2 bilh\u00f5es para cada companhia &#8211; Gol, Azul e Latam. O modelo desenhado prev\u00ea que o BNDES entre com at\u00e9 60% dos recursos, os bancos comerciais com 10% e investidores entrem com 30%. A participa\u00e7\u00e3o do mercado seria viabilizada por meio de um instrumento h\u00edbrido, que combina emiss\u00e3o de\u00a0deb\u00eantures pelas empresas que aderirem \u00e0 proposta, acrescida de um b\u00f4nus de subscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (Anac), em agosto, a Gol liderava o mercado de voos dom\u00e9sticos, com 38,5% de participa\u00e7\u00e3o, seguida por Latam, com 30,9%, e Azul, com 30,2%.<\/p>\n<p>A Gol anunciou para outubro oferta de 400 voos por dia, pretendendo chegar a 500 voos at\u00e9 o fim do m\u00eas, colocando a opera\u00e7\u00e3o da companhia em 60% do que\u00a0era em 2019. A empresa espera fechar o ano com 70% a 80% da oferta que apresentava no fim do ano passado.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas, a Gol fechou acordo de redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio e jornada de seus tripulantes por um ano e meio, reduzindo os gastos com folha em torno de 30%. A a\u00e9rea tamb\u00e9m renegociou prazos com fornecedores e empresas de arrendamento. E devolveu nove avi\u00f5es arrendados, reduzindo a frota para 130 aeronaves. Al\u00e9m disso, pagou em agosto d\u00edvida, com garantia da Delta, no valor de US$ 300 milh\u00f5es. E gerou liquidez adicional em setembro de R$ 300 milh\u00f5es com monetiza\u00e7\u00f5es de algumas posi\u00e7\u00f5es em sua carteira de hedge de combust\u00edvel. Com os esfor\u00e7os, a Gol fechou setembro com R$ 2,2 bilh\u00f5es em caixa.<\/p>\n<p>A Azul, segundo uma fonte que acompanha as negocia\u00e7\u00f5es com os bancos, seria a empresa com maior probabilidade de tomar esses recursos. No entanto, a piora do mercado acion\u00e1rio nos \u00faltimos meses pode ter influenciado a n\u00e3o contrata\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo at\u00e9 o momento. Isso porque na hora em que a a\u00e7\u00e3o da companhia se recupera na bolsa diminui o risco de dilui\u00e7\u00e3o dos atuais acionistas, via b\u00f4nus de subscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO apoio do BNDES e dos bancos privados \u00e9 uma alternativa, mas se ela [Azul] achar melhor fazer outras coisas [buscar outras solu\u00e7\u00f5es de mercado] n\u00e3o ter\u00e1 amarras\u201d, diz um interlocutor.<\/p>\n<p>Uma fonte do setor a\u00e9reo afirma que a Azul tinha interesse em usar a linha do BNDES, mas a restri\u00e7\u00e3o imposta pelo banco quanto ao uso do recurso para compra de avi\u00f5es desagradou a companhia. A Azul teria visto a restri\u00e7\u00e3o como uma limita\u00e7\u00e3o ao crescimento futuro da empresa.<\/p>\n<p>Procurada, a Azul afirmou em nota que \u201cmesmo em meio \u00e0 pandemia alcan\u00e7ou um dos melhores desempenhos de caixa entre as a\u00e9reas do mundo e que, diante da retomada gradual da economia, est\u00e1 avaliando a necessidade de levantar mais capital, numa a\u00e7\u00e3o que aconteceria junto ao BNDES ou ao mercado\u201d.<\/p>\n<p>No fim de setembro, John Rodgerson, presidente da Azul,\u00a0afirmou que o cen\u00e1rio para o setor a\u00e9reo estava melhorando e talvez n\u00e3o fosse mais necess\u00e1rio pegar o recurso do BNDES. Segundo o executivo, a Azul tem caixa para operar at\u00e9 o ano que vem e pode esperar uma retomada nos resultados operacionais para \u201clevantar capital no mercado no futuro\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de seis meses se passaram e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) ainda n\u00e3o liberou um centavo do pacote de R$ 6 bilh\u00f5es para as companhias a\u00e9reas. A proposta de financiamento, anunciada no fim de mar\u00e7o, \u00e9 considerada cara e de uso restrito. 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