{"id":1471,"date":"2020-11-22T07:58:32","date_gmt":"2020-11-22T10:58:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=1471"},"modified":"2020-11-23T09:49:41","modified_gmt":"2020-11-23T12:49:41","slug":"cafua-das-merces-e-reaberto-depois-de-passar-por-reforma-completa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=1471","title":{"rendered":"Cafua das Merc\u00eas \u00e9 reaberta depois de passar por reforma completa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\">Constru\u00eddo no s\u00e9culo XVIII para receber os negros origin\u00e1rios de v\u00e1rios portos africanos, a Cafua das Merc\u00eas, localizada na Rua Jacinto Maia, no centro hist\u00f3rico de S\u00e3o Lu\u00eds, funcionou durante muitos anos como dep\u00f3sito de escravos que eram comercializados na capital e em outras cidades do Maranh\u00e3o. Na d\u00e9cada de 1970, o pequeno sobrado foi transformado em museu e agora, 40 anos depois, o espa\u00e7o passou por uma reforma completa, entregue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o na sexta-feira, 20, como parte das a\u00e7\u00f5es alusivas \u00e0 Semana da Consci\u00eancia Negra 2020.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Executada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma), a revitaliza\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio em estilo colonial incluiu reparos na parte estrutural da edifica\u00e7\u00e3o, incluindo a reforma integral do telhado, paredes, implanta\u00e7\u00e3o de novos sistemas hidr\u00e1ulico e el\u00e9trico e nova pintura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O Museu Cafua das Merc\u00eas \u00e9 um pr\u00e9dio tombado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) e \u00e9 um dos poucos pr\u00e9dios das Am\u00e9ricas onde funcionaram mercados de negros durante o per\u00edodo escravocrata, que permanecem com a estrutura intacta, como explicou a gestora do Museu Hist\u00f3rico e Art\u00edstico do Maranh\u00e3o (MHAM), Am\u00e9lia Cunha, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o de quatro anexos, entre eles o Museu Cafua.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cAs obras de restaura\u00e7\u00e3o se pautaram muito na necessidade de manuten\u00e7\u00e3o de problemas estruturais da casa, principalmente no telhado, que estava muito deteriorado, e o piso que estava quebrado e foi todo remodelado. N\u00f3s n\u00e3o podemos mudar muito a estrutura da casa, porque \u00e9 um pr\u00e9dio tombado, mas a casa ficou mais confort\u00e1vel\u201d, explica a gestora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Parte das a\u00e7\u00f5es do programa estadual Nosso Centro, o novo Museu Cafua das Merc\u00eas vai contar com a consultoria da Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir) na composi\u00e7\u00e3o das exposi\u00e7\u00f5es e a expectativa \u00e9 que o espa\u00e7o de cultura atraia visitantes locais, estudiosos e turistas para a regi\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cEssa \u00e9 mais uma a\u00e7\u00e3o importante do programa Nosso Centro, que tem como objetivo estimular a economia e valorizar as belezas do nosso patrim\u00f4nio hist\u00f3rico. Estamos entregando o Museu Cafua ap\u00f3s uma ampla reforma de restaura\u00e7\u00e3o, permitindo com isso, que a comunidade, turistas, pesquisadores, representantes do movimento negro e pessoas ligadas \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana tenham um espa\u00e7o moderno e dedicado \u00e0 mem\u00f3ria do povo negro do Maranh\u00e3o\u201d, frisou o secret\u00e1rio de Cultura, Anderson Lindoso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Homenagens<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na reabertura, al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o de acervo composto por objetos de cultos africanos e de religi\u00f5es de matriz africana, como estatuetas, caba\u00e7as e tambores, o novo Museu Cafua das Merc\u00eas vai contar com mostra de pe\u00e7as do acervo de Jorge Itaci Oliveira, mais conhecido como pai Jorge Babala\u00f4, um dos mais tradicionais babalorix\u00e1s do Maranh\u00e3o, que chegou a ser gestor do Museu antes de falecer em 2003.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cConseguimos em regime de comodato, empr\u00e9stimo de pe\u00e7as do antigo gestor da casa, que \u00e9 um pai de santo muito famoso, o Jorge Babala\u00f4. A fam\u00edlia dele doou bast\u00e3o, bengala, roupas de culto dele e colares de ponta\u201d, detalha Am\u00e9lia Cunha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O espa\u00e7o tamb\u00e9m contar\u00e1 com pe\u00e7as do sincretismo religioso, como santos cat\u00f3licos, e uma mostra com a biografia de personalidades que lutam ou lutaram contra o racismo e em defesa da identidade negra no Maranh\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Entre os homenageados estar\u00e3o o pr\u00f3prio Jorge Babala\u00f4, Victorina Tobias Santos, a M\u00e3e Dudu, v\u00f2d\u00fansi que chefiou a Casa de Nag\u00f4 (Casa de Tambor de Mina de S\u00e3o Lu\u00eds) entre 1967 e 1988 e a jornalista e pesquisadora Maria Raimunda Ara\u00fajo, mais conhecida como Mundinha Ara\u00fajo, ativista do movimento negro e uma das fundadoras do Centro de Cultura Negra do Maranh\u00e3o, em 1979.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A reinaugura\u00e7\u00e3o do Museu Cafua das Merc\u00eas acontece na pr\u00f3xima sexta-feira, 20, mas devido \u00e0 pandemia de Covid-19, o espa\u00e7o estar\u00e1 aberto ao p\u00fablico apenas as ter\u00e7as e quintas-feiras, mediante agendamento pr\u00e9vio e de acordo com a procura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O Museu disponibilizar\u00e1 ao p\u00fablico \u00e1lcool em gel na entrada da casa e o uso de m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o individual ser\u00e1 obrigat\u00f3rio, bem como dever\u00e1 ser respeitado o distanciamento social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O agendamento de visitas poder\u00e1 ser feito via mensagem direta (direct) no Instagram do Museu Cafua (@cafua.ma) \u2013 que tamb\u00e9m ser\u00e1 lan\u00e7ado na pr\u00f3xima sexta \u2013 ou por meio do sistema Circuito de Visita Cultural da Secma, com link dispon\u00edvel no site da Secma (www.cultura.ma.gov.br).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Estrutura do Museu Cafua<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em estilo colonial e de fachada uniforme, o pr\u00e9dio de dimens\u00f5es pequenas disp\u00f5e de apenas uma porta principal, ladeada e encimada por seteiras centradas em nicho, constituindo as \u00fanicas aberturas de luz e ventila\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio, um dos principais indicadores da tirania da escravatura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A edifica\u00e7\u00e3o conta com um p\u00e1tio interno e dois sal\u00f5es, onde est\u00e3o abrigadas as pe\u00e7as do circuito de exposi\u00e7\u00e3o permanente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O p\u00e1tio interno \u00e9 revestido de cantaria e cercado por um alto muro de pedras. Nesta \u00e1rea est\u00e1 instalada uma r\u00e9plica do pelourinho de S\u00e3o Lu\u00eds \u2013 no passado o original ficava localizado no Largo do Carmo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Constru\u00eddo no s\u00e9culo XVIII para receber os negros origin\u00e1rios de v\u00e1rios portos africanos, a Cafua das Merc\u00eas, localizada na Rua Jacinto Maia, no centro hist\u00f3rico de S\u00e3o Lu\u00eds, funcionou durante muitos anos como dep\u00f3sito de escravos que eram comercializados na capital e em outras cidades do Maranh\u00e3o. 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