{"id":821,"date":"2020-03-11T18:56:15","date_gmt":"2020-03-11T21:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=821"},"modified":"2020-03-11T19:01:04","modified_gmt":"2020-03-11T22:01:04","slug":"um-passeio-pelas-fontes-de-sao-luis-do-ribeirao-as-pedras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/?p=821","title":{"rendered":"Um passeio pelas fontes de S\u00e3o Lu\u00eds \u2013 do Ribeir\u00e3o \u00e0s Pedras"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_826\" aria-describedby=\"caption-attachment-826\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-826 size-full\" src=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-4.jpg 1280w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-4-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-4-750x500.jpg 750w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-4-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-826\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Fonte do Ribeir\u00e3o &#8211; Fotos: Charlles Eduardo<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Texto:<\/strong> <em><span style=\"color: #000000;\">Henrique B\u00f3is<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong>Fotos:<\/strong> <span style=\"color: #000000;\"><em>Charlles Eduardo<\/em><\/span><\/p>\n<p>As fontes, que ainda est\u00e3o presentes no s\u00e9culo XXI em S\u00e3o Lu\u00eds, foram constru\u00eddas entre os s\u00e9culos XVII e XIX. Est\u00e3o espalhadas pela regi\u00e3o do denominado centro hist\u00f3rico da cidade, desde seu in\u00edcio.<\/p>\n<p>No per\u00edodo colonial, al\u00e9m do atendimento ao abastecimento urbano, as \u00e1guas destas fontes eram destinadas \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es. Funcionavam tamb\u00e9m como elementos catalizadores do conv\u00edvio social. Era destas fontes que o servi\u00e7o p\u00fablico se valia para tocar obras. O setor privado tamb\u00e9m se utilizavam para constru\u00e7\u00f5es e outras demandas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_823\" aria-describedby=\"caption-attachment-823\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-823 size-full\" src=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-1.jpg 1280w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-1-750x500.jpg 750w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-1-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-823\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Fonte das Pedras &#8211; Foto: Charlles Eduardo<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Foram as boas nascentes que ensejaram a constru\u00e7\u00e3o de todas estas fontes de car\u00e1ter p\u00fablico.<br \/>\nA popula\u00e7\u00e3o recorria a po\u00e7os, ribeiras, igarap\u00e9s para buscar \u00e1gua para o consumo. Eram os \u201caguadeiros\u201d que transportavam at\u00e9 a porta das casas ou locais de necessidade do produto. Segundo historiadores primeiros eram os \u00edndios, mas tarde substitu\u00eddos pelos escravos de robustez comprovada. Em pipas e barris, a \u00e1gua era transportada no ombro ou em carros de tra\u00e7\u00e3o animal. As carro\u00e7as cortavam a cidade durante dia e noite.<br \/>\nO crescimento da popula\u00e7\u00e3o fez com que as fontes fossem abertas sucessivamente em escala hist\u00f3rica. Primeiro veio a Fonte das Pedras (1641) em seguida, do Bispo (1679), Olinda (1723), Telha (1774), Salina (1793), Mamoim (1795), Ribeir\u00e3o (1796), A\u00e7ougue (1809), Apicum (1827) e Maraj\u00e1 (1828).<br \/>\nApenas duas dessas ainda se encontram em situa\u00e7\u00e3o de origem: Fonte do Ribeir\u00e3o e Fonte das Pedras. S\u00e3o tombadas pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional: Ribeir\u00e3o (1950) e Pedras (1963).<br \/>\n<strong>Fonte das Pedras<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-824\" src=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-2.jpg\" alt=\"\" width=\"853\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-2.jpg 853w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-2-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-2-768x1152.jpg 768w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-2-682x1024.jpg 682w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-das-Pedras-2-750x1125.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 853px) 100vw, 853px\" \/><span style=\"color: #000000;\">Foi a primeira fonte da ilha de S\u00e3o Lu\u00eds. Jer\u00f4nimo de Albuquerque, como capit\u00e3o da conquista e descobrimento das terras do Maranh\u00e3o, obedecendo ordem de Alexandre de Moura, acampou no local com suas tropas portuguesas. Dali planejou sua estrat\u00e9gia de guerra contras os franceses comandado por Daniel de La Toucher, o senhor de La Ravardi\u00e8re. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">A hist\u00f3ria descreve que a regi\u00e3o era dominada por um manguezal com um c\u00f3rrego que jorrava \u00e1gua todo tempo. As embarca\u00e7\u00f5es que fundeavam no Portinho, recorriam \u00e0 fonte para se abastecer. Assim fizeram os Holandeses quando tentaram invadir a ilha entre 1641 e 1643. A canaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas deste c\u00f3rrego fazia parte da estrat\u00e9gia de conquista dos flamengos. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Foi o padre jesu\u00edta Jos\u00e9 de Moraes que passando pela ilha de Upaon-A\u00e7u em 1739 se encantou com a fonte que chamou das Pedras, constru\u00edda pelos Holandeses.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">No s\u00e9culo XVIII a Fonte das pedras se encontrava em ru\u00ednas. Por ordem do governador Joaquim de Melo e P\u00f3voas foi completamente restaurada em 1762. Foi por esta \u00e9poca que houve uma modifica\u00e7\u00e3o no aspecto arquitet\u00f4nico herdados dos Holandeses para exibir o front\u00e3o com biscas.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Em nova reforma tocada pelo governador Bernardo da Silveira Pinto da Fonseca (1819-1822) a Fonte das Pedras ganhou o aspecto que apresenta at\u00e9 hoje, com suas carrancas de lioz portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte do Ribeir\u00e3o<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-827\" src=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-1.jpg 1280w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-1-750x500.jpg 750w, https:\/\/revistamaranhaoturismo.com\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Fonte-do-Ribeir\u00e3o-1-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><span style=\"color: #000000;\">Foi o tenente-coronel D. Fernando Ant\u00f4nio de Noronha, portugu\u00eas do Conselho de sua Majestade que governou o Maranh\u00e3o entre 1792-1798 que mandou construir a Fonte do Ribeir\u00e3o. Al\u00e9m de atender o bairro do Ribeir\u00e3o, tamb\u00e9m abastecia todo o Largo do Carmo e \u00e1reas vizinhas.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Suas arcadas de perdas de cujas bicas jorram \u00e1gua cristalina h\u00e1 s\u00e9culos, de suas galerias emanam lendas infinitas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Henrique B\u00f3is Fotos: Charlles Eduardo As fontes, que ainda est\u00e3o presentes no s\u00e9culo XXI em S\u00e3o Lu\u00eds, foram constru\u00eddas entre os s\u00e9culos XVII e XIX. Est\u00e3o espalhadas pela regi\u00e3o do denominado centro hist\u00f3rico da cidade, desde seu in\u00edcio. 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