Vendas externas caem 7,4% e importações recuam 1,28%; soja, alumina e celulose concentram
SÃO LUÍS – O Maranhão exportou US$ 2,849 bilhões e importou US$ 2,508 bilhões entre janeiro e julho de 2026. A diferença entre os valores resultou em superávit comercial de aproximadamente US$ 341 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2025, as exportações caíram 7,4%, enquanto as importações recuaram 1,28%.
Os dados constam no Panorama Empresarial da Indústria de agosto, elaborado pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), com base no Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
No período, o Maranhão exportou para 69 países, ante 80 no mesmo intervalo de 2025. Apesar da redução no número de destinos, a quantidade de categorias de produtos comercializados aumentou de 390 para 423, conforme a classificação do Sistema Harmonizado em quatro dígitos (SH4).
China, Canadá, Estados Unidos, Países Baixos e Espanha receberam 80,8% das exportações maranhenses. A China liderou com US$ 1,137 bilhão, equivalente a 39,92% do total. Canadá e Estados Unidos vieram em seguida, com US$ 548,4 milhões e US$ 362 milhões, respectivamente.
A soja ocupou a primeira posição entre os produtos, com US$ 1,313 bilhão e participação de 46,10% nas vendas externas. A China recebeu 85,61% do valor exportado de soja pelo estado. Alumina somou US$ 610,4 milhões, e celulose alcançou US$ 427,3 milhões. Juntos, soja, alumina e celulose responderam por 82,52% das exportações. Com ouro em formas brutas e alumínio, os cinco principais produtos concentraram 90,43% do valor vendido ao exterior.
Nas importações, o Maranhão comprou produtos de 62 países. Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita, Egito e Marrocos responderam por 77,50% do valor total. Os Estados Unidos lideraram com US$ 1,004 bilhão, seguidos pela Rússia, com US$ 528,7 milhões.
Óleos de petróleo e derivados predominaram nas compras provenientes dos Estados Unidos, da Rússia e da Arábia Saudita. No caso norte-americano, esse grupo representou 86,41% das importações originárias do país. Egito e Marrocos concentraram o fornecimento de fertilizantes. Os fosfatados responderam por 93,51% das compras provenientes do Egito. No Marrocos, duas categorias de fertilizantes reuniram 97,11% do valor importado.
O levantamento mostra que as vendas externas permanecem concentradas em poucos produtos e destinos. Nas compras, combustíveis e fertilizantes ocupam espaço entre os principais fornecedores, o que evidencia o peso da energia e dos insumos agrícolas no comércio exterior maranhense.
Fonte: Ascom- Fiema
















